quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema de António Botto

Almada Negreiros

Quem é que abraça o meu corpo
Na penumbra do meu leito?

Quem é que beija o meu rosto,
Quem é que morde o meu peito?

Quem é que fala da morte
Docemente ao meu ouvido?

- És tu, senhor dos meus olhos,
E sempre no meu sentido.

António Botto

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